4.7.05

Al Kooper no NYT

Aos 14 anos, em 1959, ele começou a carreira profissional em uma banda chamada The Royal Teens. Entrou pro mundo adulto participando de 'Highway 61 Revisited' (1965) e 'Blonde on Blonde' (1966) de Bob Dylan. Gravou com o The Who em 'Who Sell Out' (1967), com Hendrix em 'Eletric Ladyland' (1968), com os Stones em 'Let It Bleed' (1969). Descobriu o Lynyrd Skynyrd, de quem foi produtor. 'Odessey and Oracle' (1968), dos Zombies, só foi lançado nos EUA por sua pressão... Este é o senhor Al Kooper, a quem Bob Dylan descreve em sua recente autobiografia como o "Ike Turner do mundo branco", por seu papel importante, porém relegado a um "eterno limbo musical".

Aos 61 anos e quase cego devido a um tumor cerebral, Kooper está com um álbum solo novo, que sai nas próximas semanas: 'Black Coffee'. Algumas das histórias acima estão em um perfil que o New York Times publicou ontem sobre Kooper. Entre alfinetadas nos rumos da carreira de Carlos Santana e na banda que fundou, o Blood Sweet and Tears, ele aproveita para dar sua opinão sobre a indústria fonográfica. "Estes negócios são tão podres para os artistas como eram há 50 anos. Uma das boas coisas da internet é que está ajudando a diminuir o poder das gravadoras. Portanto existe uma luz no fim do túnel - estas empresas podem morrer, e eu espero estar por aí para ir a cada um dos funerais".

Na verdade o texto não é lá grande coisa, mas a sacada do título é ótima: Like a Complete Unknown. In Fact, Like a Rolling Stone.