Tempo louco, né?!
Por que raios toda vez que uma banda gaúcha é citada em uma reportagem de um jornal de São Paulo -- especialmente a Folha -- há uma menção às "letras engraçadinhas" -- nem que seja pra dizer o contrário?
Vejamos o texto de hoje, de Thiago Ney, sobre lançamento do selo campineiro Mondo77, nova casa dos Walverdes:
Já bastante conhecido dentro do circuito indie do Rio Grande do Sul, os Walverdes se diferenciam bastante das outras bandas gaúchas. Não se vestem como se ainda estivessem nos anos 60/70 e evitam as letras de temática engraçadinha.Em 24 de julho de 2002, Fernanda Mena, no Folhateen, havia escrito:
Quando pensar em rock gaúcho, esqueça os Walverdes: rock de garagem barulhento sem aquelas piadinhas irritantes nas letras. Aliás, há letras bem boas. "Viajando na AM", "Refrões ao Lado/ Classe Média Baixa Records" e "Eu Vou Vivendo" são destaque.Não li o manual de redação da Folha, mas acho que tá na hora de perguntar ao ombudsman qual o motivo de seus redatores estarem interessantes e profundos como conversa de elevador sobre o tempo.



Um comentário:
É aquela coisa...
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