23.5.06

Salvos pelo Backup I

Resenha: "Alta Fidelidade"
Texto dos idos de 2000
O aquivo original não tinha título
Nota: resenha é curta assim pois era pra uma cadeira de radiojornalismo


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Certamente você já ouviu falar na expressão ler de uma sentada só. Pois esse é o caso do surpreendente best seller de Nick Horny, "Alta Fidelidade". O livro ganhou uma versão cinematográfica e outra em teatro e transformou-se em um fenômeno só comparável nos últimos dez anos ao Nirvana, do saudoso Kurt Cobain.

Dono de um estilo simples e direto, Hornby usa e abusa das comparações para construir sua história. Rob Gordon é um homem de trinta e poucos anos que se nega a entrar no mundo adulto, orgulhoso de seus conhecimentos sobre o mundo pop. As situações são cômicas porque são comuns: ou seja, se você não é como Gordon, certamente tem um tio, um primo ou um amigo muito parecido com o protagonista de "Alta Fidelidade". O livro saiu no Brasil pela editora Rocco. E é preciso saudá-la por ter lançado a obra de Hornby antes dela ir às telas – depois seria muito fácil.

Voltando à história, Gordon tem uma maneira muito peculiar de gastar seu tempo. Passa noites e noites re-re-re-organizando seus discos, brinca de DJ em boates, apaixona-se com a mesma freqüência com que faz listas dos "cinco mais". Dos cinco melhores pé-na-bunda de namoradas às cinco melhores aberturas de lados B de discos, tudo no mundo dele pode ser catalogado. E é lado B mesmo, pois, em "Alta Fidelidade", o vinil, especialmente o de época, é mais importante que CD. É um livro para ser lido a 33 RPM. Sempre de uma sentada.

Se você ainda não foi ao cinema ver o filme, prefira conhecer a história antes na poltrona de sua casa. Seria a opção de Gordon.

PS: Para compreender o sentido da série vá ao post original "Salvos pelo Backup"