O retorno do disco de vinil é inegável. Menos de dois anos atrás, já haviam bons sinais disso. Agora, a norte-americana Time diagnostica o inesperado retorno e tenta explicar seus porquês.Segundo a matéria, quase um milhão de álbuns de vinil foram vendidos nos EUA no ano passado, um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Ainda um nada de 0,2% de um mercado dominado pelo CD (89,7%). Porém, como lembra a revista, estes dados referem-se apenas a vendas de álbuns novos. Perde-se no cálculo os números das pequenas lojas especializadas que lidam com usados.O curioso, porém, é constatar que onde quer que se fale em retorno do vinil, as explicações mais óbvias passam pela qualidade do som -- aquela mesma que, no começo dos anos 1990, alardeava-se imbatível no CD.Parte dessa resistência ao digital é culpa da própria indústria, que nos últimos anos tem feito tudo o que pode para fazer seus lançamentos soarem cada vez piores.Até onde vai esse retorno é difícil prever. MI acredita que é a única forma que a indústria tem para tentar reverter seu declínio. Para isso, porém, seria preciso convencer o consumidor da geração IPod de que tanto CD quanto download são pálidas amostras do que pode ser a experiência musical se comparadas com um disco de vinil, com seu som encorpado e rico e seus encartes do tamanho de posteres.Para finalizar, este simpático vídeo do nascimento de um vinil.
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