Não há nada pra se fazer em Detroit
Ah, se a MTV apresentasse algo desse nível uma vez por ano que fosse... De passagem pela França, Mick Collins, cacique dos Dirtbombs, concedeu uma entrevista em vídeo pra um site (TV?) local. Só pelos trechos da banda no palco, já vale cada segundo dos 16 minutos de streaming. Mas o centro da coisa é a entrevista do Collins, que é muito figuraça. Ele chamou as grandes gravadoras de "dinossauros"; disse que é totalmente favorável ao compartilhamento de mp3; falou que o sentido dos Dirtbombs está mais nos singles em vinil da banda do que nos álbuns (mas o verdadeiro sentido são os shows); contou que vai lançar um disco de música eletrônica; que é escritor de contos (dois lançados, sendo que um nem mesmo ele sabe explicar direito do que se trata); que tem outra banda, os Voltaire Brothers (funk); que vai criar um selo...
Mas o impressionante é a parte onde ele explica como funciona a cena musical de Detroit:
Eu sou de Detroit, onde nós nunca nos preocupamos em alcançar um grande número de pessoas. Economicamente, Detroit é uma cidade em crise, não existe nada pra fazer. Não há nada mais a fazer além de ter uma banda. Há apenas dois ou três clubes decentes, não existe nada lá. Então se você quer entretenimento, você mesmo precisa fazê-lo. Nós tocamos para os nosso amigos. Todo mundo tem uma banda (...) são as mesmas pessoas o tempo todo. (...) Os grandes shows não vão para a cidade então temos que fazer os nossos.Onde será que eu já ouvi essa mesma história antes?!?



3 comentários:
e eu sempre achei que a detroit brasileira fosse são bernardo. haha
Qual a Detroit brasileira eu não sei, mas a quase-Detroit brasileira é Guaíba. (piada política local, se não entender, eu explico).
piada versão pmdb, claro!
Postar um comentário