Roger [Waters] e eu sentávamos com ele depois de ouvir todas as músicas e dizíamos: "Syd, toque essa. Syd, toque aquela". Fazíamos que ele se sentasse em uma cadeira com alguns microfones em frente e fazíamos que cantasse. O potencial de algumas daquelas músicas... elas poderiam ter sido realmente fantásticas. Mas tentar achar a técnica para trabalhar com Syd era tão difícil. Você precisava deixar as músicas pré-gravadas sem ele, trabalhando com uma versão que ele tivesse deixado pronta, e depois fazer Syd sentar-se para tocar e cantar sozinho. Ou então fazer com que ele tocasse sozinho e depois gravar o resto por cima. A idéia de tocar com outras pessoas era verdadeiramente impossível pois ele poderia mudar a música a todo momento. Ele poderia nunca tocar uma música da mesma maneira duas vezes, e acho que isso era deliberado.
Dave Gilmour, no
The Independent, sobre as gravações dos álbuns de Syd Barrett, relembrando a convivência com o amigo, que fez 60 anos no último dia 6. Há outros depoimentos ainda.
Aqui.
Um comentário:
Esse sim era stoner.
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