A montagem do zepelim
Chame de azar, mau momento ou o que for, mas, de uma banda de vanguarda, ouvida e imitada por todo aspirante [a roqueiro], os Yardbirds transformaram-se, em apenas 18 meses, em uma força exaurida pronta a encerrar seus trabalhos, em maio de 1968.Assim começa uma matéria rica em detalhes do The Independent sobre a trajetória de cinco meses entre a dissolução dos Yardbirds e o nascimento do Led Zeppelin. Para fãs obstinados do Zep talvez não exista novidade, mas é possível que fãs não tão dedicados possam aproveitar alguma coisa.
(...) Eles fizeram sua última aparição no Fillmore Ballroom de São Francisco, dentro de uma programação bizarra que incluía o inflexível pianista de jazz Cecil Taylor e a banda de rock-com-violinos A Beautiful Day. Os doidões da audiência devem ter ficado mais confusos do que o normal naquelas três noites.
E tudo isso sabendo-se que, acontecesse o que fosse, os Yardbirds haviam acabado. As notícias de uma iminente separação haviam vazado na imprensa musical da Inglaterra. A Melody Maker publicou uma nota curta: "O fim dos Yardbirds é esperado para quando a banda voltar dos EUA... O guitarrista Jimmy Page deverá reformular a banda com novos vocalista e baterista para substituir Keith Relf e Jim McCarty".
Bom exemplo é a curiosa informação de que, nas negociações para contar com Bonham na banda, Page enviou-lhe vários telegramas, todos endereçados ao pub que o baterista freqüentava em Birmingham. Ou ainda uma pequena correção na lenda de que teria sido Keith Moon o criador do nome do Zep. Na verdade, segundo a matéria, teria sido Moon e John Entwistle, mas de forma indireta, ao referirem-se, ainda em 1966, a uma banda que Page, Jeff Beck e os dois Who cogitavam montar – tal formação teria o mesmo destino de um “balão de chumbo”. Page guardou a idéia por dois anos, deu uma reformulada nela e batizou sua nova banda. Aqui.



3 comentários:
Escutei, mas não me lembro, do disco de "retorno" dos Yardbirds (de uns dois anos atrás). Pareceu-me um bom disco, ainda que não muito honesto.
os zepelins de chumbo tb levantam...
É que na real, Bolacha, ele era dono da bola, do campo, dos uniformes, das chuteiras, do apito e até mesmo da torcida. eheheh
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